Dimas de Souza Ribeiro

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As mãos que criam,criam o que?

Faz os cachorros. Faz também o cabeça de cuia: uma lenda da região. Ali vivia uma criança na beira do rio e um certo dia a mãe comprou uma ossada grande de boi e colocou no fogo e quando foi na hora de comer, ele queria, porque queria um pedaço do osso, mas a mãe deu pro irmão. Ele roubou, e saiu correndo para o rio. O irmão jogou uma praga que ele ficasse com a cabeça grande e ele saiu da água e estava com a cabeça grande e entrou pro rio e nunca mais voltou.

A madeira catanduba. Coleta com a esposa. Vão de bicicleta até o terreno onde tem uma mata do lado do povoado. Entra no mato e aproveita os galhos. Não derruba as árvores. Pega somente os galhos que vai aproveitar.

Quem cria?

“Coloquei na cabeça que era a arte que o pai queria deixar pra mim, de fazer o cachorrinho de madeira”. 

Dimas de Souza Ribeiro é conhecido como Dimas dos cachorros, assim como seu pai “seu” Francisco dos cachorros, hoje com 85 anos. Dimas herdou do pai não apenas o conhecimento do entalhe, mas também o gôsto por esculpir cachorros. Toda família é de Parnaíba, estado do Piauí. O artesanato chegou na família através do pai, Francisco, que começou a fazer passarinhos de madeira, como passa tempo. Foi aguçando o seu olhar para a mata, as árvores e passou a ver cachorros em alguns galhos caídos. Assim, chegou na peça a partir da qual ficou conhecido. 

Dimas ficava olhando o pai trabalhando e com ele foi aprendendo a trabalhar com a madeira, esculpindo nela as imagens que lhe viam na cabeça. Aos 18 anos, passou efetivamente a trabalhar com o pai e hoje com 43 anos, se dedica exclusivamente ao artesanato. 

Onde cria?

Parnaíba um dos quatro municípios litorâneos do Piauí, sendo a porta de entrada para o Delta do Parnaíba, cujo encontro com o oceano Atlântico forma um arquipélago com cerca de 70 ilhas que possuem uma  fauna e uma flora exuberantes, mangues e dunas que se misturam compondo uma paisagem que tira o fôlego.