Consumidor está disposto a pagar mais por produto de empresa sustentável, revela pesquisa.

10 mai

Há algum tempo prevalece entre muitas empresas no mercado a premissa de que a maioria dos consumidores não se importa com aspectos sociais e ambientais na hora de adquirir um produto. O cenário, porém, está mudando.

Uma pesquisa feita pela Nielsen Holdings, empresa global de informações e mensuração presente em cem países, reforça essa afirmação e revela que a fatia de “consumidores com preocupações sociais” está aumentando.

A Pesquisa Global sobre Responsabilidade Social Corporativa entrevistou mais de 28 mil consumidores com acesso a internet em 56 países, com cotas de faixas etárias e sexo, em agosto e setembro de 2011.

Cerca de dois terços (66%) dos consumidores declararam que preferem comprar produtos e serviços de empresas que tenham implantado programas para retribuir à sociedade.

Uma proporção menor dos entrevistados, mas ainda assim quase metade (46%), declara estar disposta a pagar mais por produtos e serviços dessas empresas.

Essa preferência se estende também a outras questões: a maioria dos consumidores ouvidos prefere trabalhar para essas empresas (62%) e investir nelas (59%).

O relatório ainda aponta diferenças regionais importantes na consciência social dos consumidores, com entrevistados de América Latina, Oriente Médio, África e Ásia demonstrando maior predisposição a pagar mais por produtos de empresas que dão algum retorno à sociedade que os consumidores da América do Norte e da Europa.

Fonte: Empreendedor Social – Folha.com

SMADS é destaque no 4º Simpósio Internacional de Comércio Justo

8 mai

Pela primeira vez a Prefeitura de São Paulo teve um espaço acadêmico para expor um trabalho desenvolvido no município: o projeto A Loja Social como Proposta de Inclusão e Geração de Renda, da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMADS), foi premiado como um dos melhores trabalhos apresentados durante o 4º Simpósio Internacional de Comércio Justo, realizado no início do mês de abril na cidade de Liverpool, no Reino Unido.

Segundo a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, participar de um evento dessa magnitude significa que o trabalho desenvolvido na Smads está funcionando de maneira correta. “É satisfatório receber um convite de âmbito internacional e ainda poder divulgar nossas ações para outros países” afirma.

O evento foi sediado pela Hope University Business School e organizado por uma comunidade acadêmica, que inclui a Fairness Network e a GeoFairTrade Project, entre outras, que atuam com comércio justo em todo mundo. Além de discutir formas para aproximar produtores e consumidores do comércio justo de todo o país, com foco em uma economia inclusiva e socialmente justa, o simpósio também apresentou trabalhos de autores de várias partes do mundo
que atuam junto a comunidades da África, Ásia e Europa, previamente selecionados por um comitê científico formado por professores de universidades renomadas como a Universidade de Oxford e a própria Hope University.

Na ocasião, os participantes também receberam um exemplar do livro Inclusão Produtiva na Cidade de São Paulo. De autoria de Katia Cilene Gregório e Cristina Giugno Neves, a obra relata a experiência de 35 organizações que utilizam a inclusão produtiva como estratégia para inclusão social. O livro também passou a fazer parte do acervo da Craft Council, hoje uma referência
do artesanato do Reino Unido.

Outras Premiações

Esse é o terceiro prêmio que a SMADS recebe nos últimos três anos. Em 2010, a Secretaria foi laureada com o Prêmio Rosani Cunha, que valoriza ações integradas para proteção e promoção social. A SMADS concorreu na categoria Práticas de Governos Municipais e a indicação foi pelo trabalho desenvolvido em São Paulo com o Programa BPC na Escola – Uma Experiência Inovadora na Cidade de São Paulo. Foram realizadas visitas domiciliares a aproximadamente 14 mil beneficiários, com um questionário que tinha como objetivo identificar as barreiras que impedem a criança e o adolescente com deficiência de zero a 18 anos de frequentar a escola e permanecer nela.

Em 2012, o projeto Direito à Informação: uma estratégia para tornar acessível a situação de benefícios dos programas de transferência de renda, idealizado pelos gestores da SMADS, Luiz Fernando Francisquini e Rafael Tartaroti, foi um dos grandes vencedores do Concurso Nacional de Boas Práticas de Gestão promovido pelo Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas). Estruturado em conjunto com a Central de Atendimento 156, o projeto funciona através de um instrumento denominado “link de consulta”, um método de informar as famílias sem a necessidade de abrir um protocolo, trazendo resposta imediata na primeira chamada e sem custos à família.

 Texto: Fernando Bassoli Bonadirman / 

 Fonte original: SMADS

Inscrições para Empreendedor Social 2012 terminam em 13 de maio

3 mai

Os prêmios Empreendedor Social e Empreendedor Social de Futuro estão com as inscrições abertas até 13 de maio pelo site: www.folha.com.br/empreendedorsocial

As premiações visam descobrir e reconhecer líderes de projetos sociais ou ambientais inovadores no Brasil, sejam eles de negócios sociais, ONGs ou cooperativas.

O Empreendedor Social é promovido todos os anos pela Fundação Schwab, em 13 países e em cinco regiões (nações da África, Oriente Médio, América Latina, Europa e Ásia). Ocorre no Brasil desde 2005.

O outro concurso, o Empreendedor Social de Futuro, é uma iniciativa da Folha de S.Paulo, que, desde 2009, premia talentos sociais que desenvolvem projetos inovadores, de impacto social e com potencial de multiplicação.

Se você é um empreendedor social ou conhece quem mereça esses prêmios, não perca tempo!

Informações e dúvidas pelo e-mail: empreendedorsocial@grupofolha.com.br

 Assessoria de imprensa:
P&B Comunicação – Talita Mochiute – empreendedorsocial@uol.com.br
Tel.: (11) 6291-1985

 

 

Seminário

16 abr


Mais informações acesse Centro Ruth Cardoso.

Handeln Fair – Exposição Internacional com foco no Comércio Justo

12 abr

Alguns membros do WFTO estão participando da exposição anual de comércio internacional – Handeln Fair – que acontece entre os dias 12 e 15 de abril 2012, o foco da exposição é o Comércio Justo e outras práticas comerciais responsáveis. Dezesseis membros do WFTO estão em Stuttgart, na Alemanha, para apresentar produtos do comércio justo. Nove grupos de produtores do WFTO África estarão na exposição.

Fair Handeln convida empresas de varejo e distribuição na Europa e organizações produtoras da Ásia, África e América Latina para mostrar seus produtos éticos e do Comércio Justo.

Além do mercado, haverá fóruns e discussões nas questões: responsabilidade social corporativa, turismo de sustentabilidade e cooperação para o desenvolvimento.

Para expositores e visitantes, Fair Handeln é uma ótima oportunidade de expandir a rede de negócios e também atualizar-se sobre Comércio Justo e sustentabilidade. Há 100 expositores e milhares de visitantes são esperados para o evento.

  • Membros que participam do evento:

Bombolulu Workshop Cultural Center

Cards from Africa

Centrum Mondiaal (Tilingo)

CONTIGO Fairtrade GmbH

FairMail Cards

GEPA – The Fair Trade Company

Intercrafts Peru S.A.C

KISAC Fair Trade Ltd.

Marvelous Flotea

Monda African Art

Perfection Plus Limited

Raymisa Peru

Sanabora Design House Ltd.

Swazi Art

Swazi Indigenous Products

Uganda Crafts 2000 Ltd.

  • Grupo de produtores do WFTO África.

Buranga Cooperative

Cracode Ltd.

Easy Afric Designs

Malindi Handicrafts Cooperation

Marie-Sar Agencies Ltd.

Safaribead

SANCHAT – The Sanata Charitable Trust

Smarthome Ltd.

Zetu Arts

Fonte original: WFTO

Associação das Artesãs Ribeirinhas de Santarém | Asarisan

9 abr

Foto ArteSol: artesãs

A Associação das Artesãs Ribeirinhas de Santarém – Asarisan foi formada em 2003 e conta com 25 artesãs, que tem em comum o saber fazer artesanal representado nas cuias.

As artesãs são moradoras de cinco comunidades diferentes que vivem à beira do Rio Tapajós e que ficam distantes umas das outras; para se reunirem precisam navegar por barcos ou fazer longas caminhadas que duram cerca de 2 horas. A participação na associação fez com que as artesãs se aproximassem. Mesmo morando distante, o grupo demonstra união, espírito de colaboração e prazer em fazer o artesanato.

O Artesanato e a Técnica:

Tradicionalmente, a comunidade utiliza a cuia para tomar tacacá, que é uma espécie de caldo típico do estado do Pará, preparado com goma, camarão e jambu. É tomado muito quente, temperado com sal e pimenta. A origem deste caldo vem dos índios paraenses.

O artesanato de Santarém é expresso na decoração de cuias. A cuia, que é a principal matéria-prima utilizada, é um fruto da árvore chamada cuieira, que pode apresentar formatos diversos (arredondados, ovalados). A cor natural da cuia é marrom clara, mas para incrementá-la as artesãs usam corantes naturais vindos das folhas da embaubeira, escamas de pirarucu e penas de galinha (usadas como pincel). Não é difícil de consegui-los, pois tudo é encontrado nos quintais das casas das artesãs; as próprias artesãs retiram as cuias das árvores e contam com a ajuda de seus maridos para poder transportá-las.

Existe a preocupação com a preservação do meio ambiente; por estarem inseridas na dinâmica da natureza as artesãs reconhecem e mostram-se bastante conscientes da importância de zelar pela sustentabilidade ambiental.

 A produção das cuias é feita conforme as encomendas, o grupo não costuma estocar produtos. Cada artesã tem seu papel no processo produtivo, determinado pela habilidade: cortar, tingir, desenhar, polir.

As cuias, que podem ter formatos diferentes determinados pela natureza, são apresentadas tingidas de preto ou em sua cor natural, cru. Com as capacitações, novos desenhos (grafismos) foram incorporados pelas artesãs no ornamento das cuias, além dos tradicionais florais. As cuias podem ser transformadas em copos, petisqueiras, tigelas, travessas, maracas, colheres, dentre outros.

Visite o blog do grupo: www.airacuias.blogspot.com.br

 

 

Acesse a Rede ArteSol pelo Comércio Justo e saiba mais sobre as associações em que o ArteSol atua.

Bonecas Karajá recebem título de Patrimônio Cultural do Brasil

2 abr

Foto: Divulgação Iphan

No dia 1º de abril foi realizado na aldeia Santa Isabel do Morro, também conhecida como Hawaló, em Tocantins, a cerimônia de entrega do certificado de registro como Patrimônio Cultural do Brasil da Ritxoko: Expressão artística e cosmológica do povo Karajá e dos Saberes e práticas associadas ao modo de fazer Bonecas Karajá.

Também foi realizado uma reunião de Salvaguarda das Bonecas Karajá com a equipe do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – DPI/Iphan.

Os modos de fazer as Bonecas Karajá foram inscritos no livro das Formas de Expressão e dos Saberes, reconhecidos como Patrimônio Cultural Brasileiro em 25 de janeiro de 2012, em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. De acordo com o DPI, além de ser uma importante fonte de renda, as Bonecas Karajá representam uma expressão cultural e artística que reproduz aspectos identitários de extrema importância para este grupo étnico.  São consideradas representações culturais que carregam significados sociais profundos e representam o ordenamento sociocultural e familiar dos Karajá. Devido a razões mitológicas, ritualísticas e ligadas à vida cotidiana e a fauna, as bonecas Karajá são também instrumentos de socialização das crianças que se enxergam nesses objetos e aprendem a ser Karajá. Ao brincar com as bonecas e observarem o modo como são produzidas, as meninas recebem importantes lições e aprendem as técnicas e saberes associados à sua confecção.

Fonte: Iphan

Manta produzida por artesã do Polo Veredas aparece em nova novela da Globo

28 mar

Manta do Polo Veredas em primeiro episódio da novela da Globo.


Manta produzida pela artesã/tecelã Rozenilda da Associação de Artesãos de Bonfinópolis de Minas “Casas da Arte”,  que integra o Polo Veredas, aparece em primeiro capítulo de novela global “Avenida Brasil”.

O Projeto Veredas abrange cinco municípios: Bonfinópolis de Minas, Natalândia, Riachinho, Sagarana e Uruana de Minas.

O ArteSol atua há 14 anos no noroeste de Minas Gerais. Hoje as cinco associações de artesãs constituídas a partir das ações do projeto Veredas formam uma cadeia produtiva; cada associação especializou-se em uma atividade, fiando o algodão, tingindo-o com corantes naturais ou ainda tecendo-o para confecção de xales, mantas de sofá, cortinas, caminhos de mesa, jogos americanos; além disso, fios de algodão, em diversas espessuras e cores, estão disponíveis em meadas e cones em um sofisticado mercado consumidor.

Saiba mais sobre a Associação de Bonfinópolis e o Polo Veredas.

 

Acesse a Rede ArteSol pelo Comércio Justo e saiba mais sobre as associações em que o ArteSol atua.

Polo Veredas

23 mar

Foto: ArteSol

O noroeste de Minas, região consagrada nos livros de Guimarães Rosa, fica a 700 km de Belo Horizonte e a 180 km de Brasília, abrigando uma natureza exuberante.

O Projeto Veredas abrange cinco municípios: Bonfinópolis de Minas, Natalândia, Riachinho, Sagarana e Uruana de Minas.

O ArteSol atua desde 1998 no noroeste de Minas Gerais. As ações formativas junto as comunidades de Uruana de Minas, Riachinho e Sagarana começaram em 2002, quando o ArteSol reuniu as fiandeiras, as tecelãs e os demais interessados para participarem do projeto de resgate do saber fazer artesanal em tecelagem e fiação. Ao tomar o saber-fazer local como ponto de partida, as mulheres se tornaram professoras das oficinas de repasse do saber. Além da valorização do saber-fazer, as atividades reforçam os vínculos entre as diferentes gerações de mulheres.

Entre abril de 2004 e abril de 2005 o Projeto Veredas integrou as três localidades, formando uma cadeia produtiva com cerca de 100 artesãs nas atividades de fiação e tecelagem, além do tingimento natural. A exuberância da natureza da região inspirou as artesãs ao batizarem suas associações: em Sagarana, “Tecelagem das Veredas”; em Riachinho, “Tecendo o Sertão de Minas”; em Uruana de Minas, “Cores do Cerrado”.

Em 2006 duas novas localidades – Bonfinópolis de Minas e Natalândia – passaram a integrar o Projeto Veredas, que busca também inserir os produtos dos cinco grupos em mercado de amplitude nacional, respeitando os princípios do comércio justo praticados pelo ArteSol. As novas associações – “Casa das Artes”, em Bonfinópolis de Minas; e “Fio Ação”, em Natalândia.

Hoje as 5 associações de artesãs constituídas a partir das ações do projeto Veredas formam uma cadeia produtiva; cada associação especializou-se em uma atividade, fiando o algodão, tingindo-o com corantes naturais ou ainda tecendo-o para confecção de xales, mantas de sofá, cortinas, caminhos de mesa, jogos americanos; além disso, fios de algodão, em diversas espessuras e cores, estão disponíveis em meadas e cones em um sofisticado mercado consumidor.

Acesse a Rede ArteSol pelo Comércio Justo e saiba mais sobre as associações em que o ArteSol atua.

Polo Veredas | Associação dos Artesãos de Natalândia – “Fio Ação”

23 mar

Foto ArteSol: Dona Lurdes tecendo - Natalândia

 

A Associação dos Artesãos de Natalândia – “Fio Ação” localizada em Natalândia-MG, foi fundada em 2006, com sua sede localizada no Centro Comunitário. As fiandeiras e as tecelãs juntaram-se para recomeçar a trabalhar e assim aumentar sua renda. O grupo faz parte de uma rede, uma cadeia produtiva chamada Polo Veredas, onde seu trabalho depende do trabalho de outros artesãos, às vezes até de outras Associações parceiras. Algumas artesãs fiam e outras tecem. A associação conta hoje com 34 artesãs, todas mulheres.

As matérias-primas utilizadas são algodão natural para as fiandeiras e linha âncora para as bordadeiras. As ferramentas utilizadas para produção são: roda, meadeira, tear, máquina de costura, ferros de passar, tesoura e balança. A tradição cultural predomina nas técnicas de produção do grupo. A fiação é toda manual e alguns produtos são tradicionais. O artesanato que faziam mudou em alguns aspectos: a padronização, os tamanhos, as cores e preço. Mas o jeito de fazer não mudou.

O grupo trabalha com pontos/tramas: tecido vazado, nas estolas, coxonilho, costela e repassos.  Também se  preocupam muito com o controle de qualidade de suas peças, ele geralmente é feito pela presidente e pelas tecelãs.

Acesse a Rede ArteSol pelo Comércio Justo e saiba mais sobre as associações em que o ArteSol atua.

Página 1 de 1112345...10...Última »